Durante uma sabatina realizada nesta quinta-feira (20), o candidato ao Senado Marcelo Queiroga (PL) apresentou suas propostas sobre a política fundiária no Brasil. O ex-ministro defendeu a necessidade de aprimorar a legislação para facilitar o acesso a terras improdutivas voltadas à reforma agrária, ao mesmo tempo em que teceu críticas contundentes aos movimentos de trabalhadores sem-terra.
Queiroga argumentou que o foco da reforma agrária deve ser a entrega da titularidade das terras diretamente aos ocupantes e produtores, e não a grupos organizados politicamente. Ao tratar do tema, o candidato citou contextos históricos da Paraíba, como a trajetória da líder sindical Margarida Maria Alves e o registro cinematográfico “Cabra Marcado para Morrer”, ressaltando que a disputa por terra já foi um cenário de conflitos mais intensos no país.
Ao contrastar sua visão com gestões anteriores, o candidato afirmou que, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, não houve problemas relacionados a invasões de propriedades rurais. Segundo Queiroga, a política adotada naquele período foi voltada para a regularização fundiária, o que teria evitado conflitos no campo e garantido segurança jurídica aos proprietários e trabalhadores rurais.
Por fim, o candidato destacou a importância da agricultura familiar como um setor essencial para o abastecimento da cesta básica nacional. Para Queiroga, o pequeno produtor não deve ser visto como um concorrente do agronegócio, defendendo que ambos os setores possuem capacidades de coexistir e colaborar. Caso eleito, ele promete fomentar medidas de incentivo voltadas especificamente para o fortalecimento da pequena produção rural.




