A confiança do empresariado industrial brasileiro registrou uma nova queda em setembro de 2026, atingindo 44,9 pontos. O dado, apurado pelo Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que o setor acumula 21 meses consecutivos de pessimismo, marcando o período de falta de confiança mais prolongado desde 2016.
Para entender o indicador, é preciso observar a marca dos 50 pontos: números abaixo desse patamar indicam uma visão negativa dos executivos sobre o mercado. O recuo de 1,4 ponto no índice geral reflete uma insatisfação generalizada que abrange tanto a percepção sobre as condições atuais da economia e das próprias empresas, quanto às expectativas para os meses futuros.
Os dados detalhados mostram que a avaliação sobre a economia brasileira foi um dos pontos de maior destaque negativo, caindo de 36,6 para 33 pontos. Além disso, o Índice de Condições Atuais retrocedeu para 40,2 pontos. Segundo a CNI, esse cenário prolongado de desânimo tende a influenciar diretamente as decisões dos empresários sobre realizar novos investimentos, aumentar o volume de produção ou ampliar o quadro de funcionários.
A pesquisa da CNI ouviu 1.186 empresas de diferentes portes entre os dias 1º e 8 de setembro. De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da instituição, as eventuais melhoras observadas ao longo deste ano foram apenas episódicas e não conseguiram reverter o quadro de pessimismo consolidado que afeta o setor industrial de forma disseminada.




