HomeBrasilInadimplência do aluguel tem queda expressiva, mas setor vive desigualdade

Inadimplência do aluguel tem queda expressiva, mas setor vive desigualdade

A inadimplência de aluguéis no Brasil atingiu, em julho, o menor patamar dos últimos três anos, marcando um recuo nacional de 3,20% para 3,05%. Embora os dados indiquem uma melhora generalizada em todas as regiões do país, o alívio na economia doméstica não ocorre de forma igualitária para todos os locatários, mantendo setores específicos sob maior pressão financeira.

Para fins desta análise, realizada pela Superlógica com base em dados de 800 mil contratos, considera-se inadimplente o inquilino que possui boletos atrasados há mais de 60 dias. O indicador mostra que, apesar do otimismo com a queda de 0,71 ponto percentual nos últimos doze meses, o comportamento do mercado exige cautela, especialmente em segmentos de menor valor locatício.

O cenário de desigualdade é evidente nos imóveis comerciais e residenciais com aluguéis de até R$ 1 mil. Nesses casos, a inadimplência, embora tenha recuado ligeiramente em julho, ainda registra taxas significativamente superiores à média nacional. Para pequenos negócios, o aluguel representa um custo fixo difícil de ajustar, tornando esse grupo mais vulnerável a variações no custo de vida e no faturamento.

Especialistas do setor alertam que, apesar do alívio recente, a inadimplência ainda enfrenta a resistência de juros elevados e pressões sobre o orçamento familiar. A manutenção dessa tendência positiva dependerá da estabilidade econômica nos próximos meses, sendo necessário monitorar de perto a capacidade de pagamento dos locatários que possuem menor margem de segurança em seus orçamentos mensais.

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