Um grupo formado por cinco especialistas apresentou, nesta quinta-feira (27.ago.2026), uma proposta de reforma da Previdência que traz mudanças estruturais importantes no sistema atual. Entre os pontos centrais, está a definição de uma idade mínima única de 67 anos para a aposentadoria, tanto para homens quanto para mulheres.
O projeto, organizado pelo economista e ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, conta com a coordenação técnica de Paulo Tafner. A proposta sugere a divisão das contribuições dos trabalhadores em duas contas distintas, buscando um modelo que, segundo os autores, responde às recentes mudanças demográficas que impactam a sustentabilidade do sistema previdenciário no Brasil.
Além da unificação da idade mínima, o plano prevê a implementação de um sistema de capitalização. Diferente do modelo de repartição atual, onde os trabalhadores da ativa financiam os aposentados, a capitalização foca no esforço individual, sendo uma das pautas discutidas pelo grupo para tentar ajustar as contas da Previdência diante do envelhecimento da população.
O debate sobre o futuro do sistema previdenciário ganha novos contornos com a apresentação dessas sugestões, que ainda devem passar por análises e discussões técnicas. O cenário atual, pautado pelo aumento da expectativa de vida, é o ponto de partida usado pelos especialistas para justificar a necessidade de revisão das regras vigentes de aposentadoria no país.




