O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, formalizou uma proposta para proibir que policiais e militares atuem nos gabinetes dos ministros da Corte. A medida foi apresentada ao presidente do STF, Edson Fachin, no último sábado (5.set.2026), e tem como objetivo alterar a estrutura administrativa interna do tribunal.
A iniciativa busca impedir a presença de integrantes da Polícia Federal, das Forças Armadas e das polícias estaduais em funções de assessoria dentro do Supremo. Segundo o ministro, a presença desses profissionais nos gabinetes pode gerar conflitos de interesse, já que eles frequentemente auxiliam na condução de investigações que tramitam sob a responsabilidade dos próprios ministros.
A proposta ganha destaque em um momento de atenção à organização interna da Corte, ganhando força após episódios recentes de crise no tribunal. O projeto apresentado por Gilmar Mendes expande uma sugestão feita anteriormente, reforçando a necessidade de revisar as regras sobre quem pode compor as equipes de trabalho dos magistrados do STF.
Agora, a sugestão de Gilmar Mendes segue para avaliação da presidência do Supremo. A expectativa é que o debate sobre a proibição de policiais e militares em gabinetes seja pautado institucionalmente nos próximos passos da administração de Fachin, visando estabelecer novos critérios para a colaboração entre as forças de segurança e o Poder Judiciário.




