Os Estados Unidos iniciaram a cobrança de uma tarifa de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em mercadorias vindas do Canadá na última sexta-feira (21.ago.2026). A decisão foi tomada após o colapso nas negociações comerciais entre as duas nações, marcando uma escalada significativa nas tensões diplomáticas e econômicas entre os países vizinhos.
Essa taxação extra representa aproximadamente 5% de tudo o que o Canadá exporta para o mercado americano. Na prática, a medida encarece produtos específicos na fronteira, sendo que a lista de itens tributados inclui até materiais esportivos, como bastões de hóquei fabricados em madeira. As tarifas funcionam como um imposto adicional sobre o preço final dos bens importados.
O impacto financeiro dessa barreira comercial é expressivo, movimentando bilhões de dólares em trocas interrompidas ou encarecidas. Diante do cenário de incerteza, os governos de ambos os lados trocaram acusações, responsabilizando-se mutuamente pelo fracasso das conversas que buscavam um novo acordo ou a manutenção das condições anteriores de mercado.
Em resposta à medida anunciada por Washington, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, optou por interromper as tratativas diplomáticas. Carney afirmou que o país aplicará uma política de retaliação do tipo “real por real”, o que significa que o Canadá deve impor taxas equivalentes aos produtos americanos, elevando o risco de um conflito comercial prolongado entre as duas economias.




