O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, iniciou uma apuração para verificar se outros três ministros da Corte foram alvos de ações de inteligência por parte da Polícia Federal. A investigação busca esclarecer a existência de relatórios produzidos pela corporação envolvendo integrantes do tribunal, levantando questionamentos sobre a abrangência de monitoramentos internos.
De acordo com informações obtidas, o gabinete do ministro foi notificado sobre a existência de documentos que citariam, além do próprio Mendonça, os ministros Dias Toffoli, Nunes Marques e Luiz Fux. No contexto do STF, os relatórios de inteligência costumam compilar dados e informações estratégicas, e a apuração visa determinar se houve irregularidades na coleta de dados desses magistrados.
Como parte dos desdobramentos, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi notificado a prestar esclarecimentos oficiais. A autoridade policial tem um prazo, encerrado nesta sexta-feira (10.set.2026), para fornecer explicações detalhadas sobre o conteúdo e a finalidade dos documentos internos que mencionam os integrantes do tribunal.
O cenário atual coloca sob análise a relação entre os procedimentos de inteligência da Polícia Federal e a atuação dos ministros da Suprema Corte. A resposta da PF será fundamental para entender se houve um direcionamento específico contra os citados e quais foram os critérios adotados para a elaboração desses relatórios.




