Documentos recuperados pela Polícia Federal a partir do celular da lobista Roberta Luchsinger sugerem que ela gerenciava despesas pessoais de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a apuração policial, Luchsinger era responsável pelo pagamento de passagens aéreas e pelo monitoramento de gastos do filho do petista, o que motivou novas análises sobre o relacionamento financeiro entre eles.
As evidências surgiram após a apreensão do aparelho da lobista, que mantinha diálogos com o empresário Cléber Ribas sobre a gestão dos recursos. Em mensagens trocadas, Luchsinger menciona ter alertado Lulinha sobre a necessidade de controlar gastos excessivos, utilizando termos como “acabou” ao se referir a custos elevados. Tais interações servem de base para que investigadores tentem esclarecer a natureza e a origem das verbas destinadas a essas despesas.
Em um dos diálogos registrados, datado de 2024, Luchsinger relata ao empresário sua preocupação com a rotina de gastos, afirmando que a situação envolvia riscos. O conteúdo reforça a linha de investigação da PF, que busca entender o nível de proximidade e a extensão da influência financeira da lobista no cotidiano de Lulinha, bem como a origem do dinheiro utilizado em espécie para custear as viagens mencionadas nos arquivos recuperados.
Até o momento, o cenário investigativo aponta para uma análise aprofundada dessas transações financeiras e das comunicações entre os envolvidos. Procurada para se manifestar sobre os pontos levantados pela operação policial e os conteúdos das mensagens, a defesa de Roberta Luchsinger informou que não iria comentar o caso. A investigação segue em andamento para determinar se houve irregularidades ou descumprimento de normas legais nestas movimentações financeiras.




