O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (25.ago.2026) que o Orçamento federal para 2027 deve apresentar um superavit primário. A declaração foi feita durante o evento Agenda Brasil 2026, realizado em São Paulo, e sinaliza as expectativas da equipe econômica para o futuro das contas públicas brasileiras.
Na prática, o superavit primário ocorre quando o governo arrecada mais impostos do que gasta com despesas básicas, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Durigan explicou que, para alcançar esse resultado, a gestão das despesas continuará limitada pelo arcabouço fiscal vigente, reforçando o compromisso com as regras de controle financeiro.
O ministro ressaltou que o esforço de ajuste fiscal precisa ter continuidade no próximo mandato presidencial. Segundo Durigan, o governo trabalha com uma perspectiva de ajuste de dois pontos percentuais do PIB, reforçando a necessidade de manter uma trajetória rígida no controle do crescimento dos gastos obrigatórios do país nos próximos anos.
Com essa sinalização, o governo busca reforçar a previsibilidade econômica e a sustentabilidade das contas a longo prazo. O cenário desenhado pelo Ministério da Fazenda aponta para um Orçamento robusto que, embora preveja o controle das despesas, mantém o planejamento fiscal como peça central para a competitividade da economia brasileira no próximo ciclo administrativo.




