O governo federal informou que a fila de espera por benefícios do INSS registrou uma queda significativa em agosto, chegando a 1,282 milhão de pedidos até o dia 24. O número representa uma redução de 59% em comparação aos 3,073 milhões de requerimentos pendentes em janeiro deste ano. Segundo o Ministério da Previdência, este é o patamar mais baixo alcançado pelo órgão desde 2023, um movimento que vem sendo acompanhado de perto pelo setor público.
O anúncio oficial ocorreu durante uma reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Na ocasião, o diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt, detalhou que os processos parados há mais de 45 dias somaram 261 mil em agosto. Esse dado reflete uma queda de 86% frente aos 1,882 milhão de casos acumulados no mesmo prazo no início do ano. Além disso, a média mensal de concessões subiu para 730 mil entre janeiro e julho, superando a média de 641 mil registrada no mesmo período de 2025.
Apesar dos números positivos na fila geral, há pontos de atenção apontados por órgãos de controle. Reportagem indicou que houve um aumento de 70% nos indeferimentos de pedidos entre janeiro e maio de 2026, na comparação anual. Por conta desse cenário e da persistência da fila, o Tribunal de Contas da União (TCU) manteve a concessão de benefícios previdenciários na sua “Lista de Alto Risco”, que monitora temas capazes de comprometer as contas públicas ou a qualidade dos serviços.
Embora o TCU reconheça a adoção de planos de emergência pelo governo, os auditores afirmam que as medidas ainda não foram suficientes para retirar o tema da lista de monitoramento, citando vulnerabilidades operacionais. Segundo a equipe técnica do tribunal, ainda há ciclos de déficit produtivos, onde o volume de novos pedidos se mantém em equilíbrio com a capacidade de análise. O governo segue monitorando o fluxo de concessões enquanto busca aprimorar a eficiência do atendimento à população.




