O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, iniciou uma série de reuniões individuais nesta quinta-feira (10.set.2026) para definir os detalhes do julgamento marcado para o dia 15 de setembro. O encontro visa estabelecer o rito — ou seja, o passo a passo processual — que será seguido pela Corte na análise do relatório elaborado pela Polícia Federal sobre o ministro Alexandre de Moraes.
Durante o dia, Fachin conversou com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e com pelo menos seis ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes e André Mendonça. O objetivo das consultas é ouvir os posicionamentos dos colegas e alinhar o funcionamento da sessão, garantindo que o procedimento jurídico siga as normas internas do tribunal antes do julgamento propriamente dito.
O debate central gira em torno de como o relatório da Polícia Federal será tratado juridicamente pelos magistrados durante a sessão. O rito é considerado fundamental em casos de alta complexidade e repercussão pública, pois determina a ordem das falas, a apresentação de votos e os procedimentos de votação que definirão os próximos passos a serem tomados pelo Poder Judiciário.
A reunião antecipa os preparativos para o julgamento da próxima semana, que deve movimentar os bastidores de Brasília. Com essas conversas preliminares, a presidência do Supremo busca construir um consenso sobre a condução técnica da pauta, evitando imprevistos e organizando o fluxo de trabalho dos ministros durante a análise do material encaminhado pela autoridade policial.




