O saldo negativo das empresas estatais federais brasileiras alcançou R$ 6,5 bilhões nos quatro primeiros meses de 2026. O valor registrado é quase o dobro dos R$ 3,4 bilhões previstos inicialmente pelo governo federal para o período, conforme apontado no relatório de acompanhamento do 2º bimestre aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
O déficit primário ocorre quando as despesas de uma instituição superam suas receitas, excluindo os gastos com o pagamento de juros da dívida. No caso específico das estatais, o resultado financeiro foi impactado de forma expressiva pela situação dos Correios. A estatal de logística registrou, sozinha, um saldo negativo de R$ 2,8 bilhões, contribuindo significativamente para o quadro geral.
Os dados, que foram submetidos à relatoria do ministro do TCU, Antonio Anastasia, oferecem um panorama da saúde fiscal das companhias controladas pela União no início do ano. A análise técnica do Tribunal destaca o descompasso entre o desempenho observado e as metas que haviam sido estabelecidas pela equipe econômica para o primeiro quadrimestre.
Desde setembro de 2025, os Correios passam por um processo interno de reestruturação financeira na tentativa de ajustar suas contas. O cenário fiscal das estatais continua sendo monitorado pelos órgãos de controle, que acompanham os próximos desdobramentos financeiros destas empresas frente aos desafios econômicos enfrentados.




