A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) revisou para cima suas projeções para o mercado imobiliário em 2026. A estimativa atual é que as concessões de crédito alcancem R$ 411 bilhões no ano, o que representa um crescimento de 25% em comparação a 2025. O cenário é mais otimista do que a previsão anterior, que projetava uma alta de 16%.
O principal motor dessa mudança é o maior volume de recursos destinados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Inicialmente, a entidade esperava um crescimento de apenas 5% para essa modalidade, mas agora projeta uma expansão de 38%. Esse aumento foi viabilizado por uma ampliação no orçamento habitacional e pelo aporte de verbas do Fundo Social do Pré-Sal, tornando o FGTS a principal fonte de financiamento do país.
Além disso, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) também apresentou resultados acima do esperado no primeiro semestre, levando a Abecip a ajustar a projeção de crescimento do setor de 15% para 18%. Entre janeiro e junho, o SBPE somou R$ 93,7 bilhões em financiamentos, com destaque para a produção de imóveis, embora a entidade alerte que o ritmo de crescimento nessa área específica possa desacelerar ao longo do segundo semestre.
Michel Cury, presidente da Abecip, destacou que a demanda por imóveis permanece firme, mesmo diante do atual cenário de juros elevados. Enquanto o FGTS e o SBPE impulsionam o setor, as linhas de crédito com recursos livres devem manter a previsão de alta de 31%. O setor segue atento aos impactos da economia, mantendo cautela sobre a manutenção desse ritmo de expansão para os próximos meses.




