Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) apontou diversas irregularidades em 18 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede estadual e municipal. Os dados, apresentados nesta segunda-feira (14), destacam problemas críticos no funcionamento dessas unidades de saúde, que afetam diretamente o atendimento à população e o fluxo de pacientes no estado.
Entre as falhas mais preocupantes, 94% das unidades visitadas não possuem protocolos para o atendimento de gestantes nem salas de isolamento para pacientes com doenças infectocontagiosas ou necessidades psiquiátricas. Além disso, metade das UPAs analisadas apresenta falta de equipamentos essenciais, como desfibriladores e ventiladores, e não conta com médicos exclusivos para atuar na Sala Vermelha, onde os casos mais graves são estabilizados.
O relatório também detalha que 83% das unidades enfrentam problemas com a permanência prolongada de pacientes, muitas vezes superior a 24 horas, devido à falta de leitos em hospitais de retaguarda. Somado a isso, o excesso de atendimentos de baixa complexidade — que deveriam ser resolvidos em unidades de atenção básica — sobrecarrega o sistema, contribuindo para episódios de superlotação relatados em um terço das unidades fiscalizadas.
A auditoria, conduzida pelo Diretor de Auditoria e Fiscalização Eduardo Albuquerque e pelos auditores Júlio Uchoa e Leandro Pedrosa, foi debatida com gestores locais em um painel participativo. A intenção do TCE-PB é utilizar o diagnóstico para cobrar melhorias na gestão e no atendimento à saúde, buscando otimizar os fluxos entre as unidades de pronto atendimento e a rede hospitalar do estado.




