A defesa de Janine Lucena (PSD) confirmou que entrará com um recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reverter a decisão que barrou sua candidatura à primeira suplência do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). O registro foi indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) na última sexta-feira (11), gerando uma nova etapa na disputa jurídica pela vaga na chapa.
O processo teve início após o Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentar uma Ação de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC), que foi acolhida por unanimidade pela Corte Eleitoral paraibana. A impugnação significa que, no entendimento do colegiado, a candidatura não preencheu os requisitos necessários para ser aceita, impedindo, por ora, a participação da ex-secretária no pleito.
O voto que guiou a decisão foi proferido pela desembargadora eleitoral Giovana Mayer, relatora do caso. Ela baseou seu parecer em elementos conectados à Operação Mandare, investigação que apura a suposta influência de organizações criminosas no cenário político do estado. Todos os outros membros da Corte, incluindo os desembargadores Kéopes de Vasconcelos, João Benedito, Rodrigo Marques e Rodrigo Clemente, acompanharam o entendimento da relatora.
Com o indeferimento confirmado no âmbito estadual, os advogados Matheus Moura e Walter Agra buscarão agora o reexame do caso na instância máxima da Justiça Eleitoral, em Brasília. Até que haja uma decisão definitiva do TSE, o registro de Janine Lucena permanece bloqueado, mantendo a incerteza sobre sua presença na composição da chapa de Veneziano Vital do Rêgo nas eleições.




