O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou nesta sexta-feira (11.set.2026) que a elaboração de um relatório de inteligência sobre o ministro André Mendonça tenha ocorrido de forma ilegal ou configure espionagem. Em resposta enviada ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, o chefe da corporação defendeu a legalidade das ações conduzidas pela PF e explicou os bastidores do caso, que permanece sob análise jurídica.
O documento de 17 páginas enviado ao STF detalha que as atividades de inteligência da Polícia Federal seguem os trâmites legais da corporação. Segundo o diretor-geral, o compartilhamento do referido relatório de inteligência ocorreu exclusivamente por determinação direta do ministro Alexandre de Moraes, que atuava na época como relator do inquérito das fake news na Corte. A defesa da conduta da PF baseia-se na tese de que houve apenas o cumprimento de ordens judiciais expedidas no curso da investigação.
O caso envolve o uso de informações produzidas pela inteligência da PF em inquéritos conduzidos pelo Supremo Tribunal Federal. O relatório em questão foi utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes para apontar possíveis irregularidades envolvendo o ministro André Mendonça. A polêmica levanta debates sobre os limites da atuação da inteligência policial em investigações que miram autoridades com foro privilegiado no STF.
O envio dessa resposta oficial ao presidente do STF representa um passo importante na apuração sobre a legitimidade dos métodos utilizados pela PF. O cenário atual mantém a atenção sobre como as ordens judiciais e as respostas da Polícia Federal serão avaliadas pelo plenário ou pelos ministros da Suprema Corte, definindo os próximos desdobramentos sobre o inquérito e as responsabilidades envolvidas.




