Os bancários de todo o Brasil decidiram, em assembleias realizadas na última segunda-feira (17), realizar uma paralisação nacional de 24 horas na próxima quinta-feira (20). O movimento é uma resposta direta às propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante a Campanha Nacional Unificada de 2026, que não atenderam às expectativas da classe trabalhadora.
O principal impasse gira em torno da negociação salarial. A categoria reivindica aumento real, valorização dos pisos, benefícios como tíquetes e Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além da criação de um piso específico para profissionais de TI. A insatisfação se agravou após a Fenaban sugerir, em reuniões anteriores, o congelamento do salário de entrada para novos funcionários e propor reajustes divididos em faixas salariais sem transparência quanto aos índices aplicados.
Mais de 95% dos bancários rejeitaram as propostas apresentadas até o momento. A tensão aumentou quando os bancos chegaram a sugerir a redução dos valores de auxílio-alimentação e refeição em cidades do interior, ameaçando acionar o Tribunal Superior do Trabalho para validar o corte, embora essa medida tenha sido descartada posteriormente. Segundo Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, a categoria mantém a defesa de sua pauta original e não aceitará a retirada de direitos conquistados.
Apesar da confirmação da paralisação, o cenário pode mudar nos próximos dias. Uma nova rodada de negociações foi agendada para esta terça-feira (18), e o setor aguarda o desfecho desse encontro para definir se a greve será mantida ou suspensa caso um novo acordo seja alcançado. Por enquanto, o Comando Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro reforça que a mobilização permanece como forma de pressionar por melhores condições.




